Todos sabem do terrível problema que é a Adis. A maioria já sabe ou tem idéia de como não ser contagiado e como ocorre a transmissão do vírus. Quantos se cuidam de verdade? Quantos colaboram?
Solidariedade e compaixão. É tudo o que peço esse ano. O fato de alguém ser portador do vírus HIV não o torna nenhum monstro... Ele continua sendo um ser humano, como qualquer outro e, sendo assim, merece amor, carinho e respeito.
Vamos acordar! Chega de preconceitos (de todas as espécies). É hora de deixar o orgulho e o egoísmo de lado. O mundo está doente e precisa de nós. Vamos dar as mãos nunca grande corrente de paz e amor!
Um tal senhor Zangão, um homem muito correto, honesto, de vida estável, vivia numa pequena cidade ao lado da humilde casa de um monge.
Todas as manhãs o Sr. Zangão saía para comprar pães na padaria e um jornal. Sempre avistava um tal monge, seu vizinho, cultivando flores em seu quintal. Apesar de serem vizinhos, os dois nunca trocaram uma palavra, a visto que o Sr. Zangão não era muito de conversa.
O monge, por sua vez, sempre avistava seu vizinho “truculento” discutindo com outros moradores do bairro, geralmente clientes de sua pequena mercearia.
O Sr. Zangão, de tão correto, não se continha ao ver coisas erradas ao seu redor. Se irritava facilmente com qualquer um e discutia como se jogasse pedras em seus “adversários”.
Certo dia, o monge, após ver o Sr. Zangão mais irritado do que o comum,trocar algumas palavras:
- Bom dia senhor, como vai?
- Tudo bem. – Respondeu o Sr. Zangão com certa arrogância, mas sem desrespeitar o monge.
- Desculpe a insistência, mas o senhor parece bastante zangado hoje. Será que posso ajudar? – Insistiu o monge.
- O que é que você quer? Não aconteceu nada. Está tudo bem. Aliás, estava até você aparecer! – Retrucou o Sr. Zangão.
- Posso lhe fazer uma pergunta? Porque o senhor age dessa maneira? Eu só tinha lhe feito uma simples pergunta. – Disse o monge de maneira suave.
- Olha, me desculpe, mas parece que todos nessa cidade não gostam de honestidade. Sou um homem correto, não gosto de coisas erradas e me irrito mesmo com isso. Nunca devi nada para ninguém, nunca roubei, nunca matei. Então cuide da sua vida que eu cuido da minha, está certo? Até logo! – Finalizou o Sr. Zangão.
Nesse momento, o monge, calado entregou-lhe um ramo de flores. Eram lírios da paz, muito bem cultivados, por sinal, e se retirou para sua residência.
O Sr. Zangão, ainda perturbado jogou as flores no sofá de sua casa. Não entendeu o porque das flores, chegou até a pensar que o monge era homosexual.
Na manhã seguinte, o senhor Zangão viu os lírios em seu sofá, ainda impecáveis. Não lembrava se havia agradecido ao monge, mas como era bem educado, resolveu que se o encontrasse, agradeceria o presente e saiu para comprar seus pães e seu jornal, como de rotina.
Ao voltar para casa, avistou o monge cultivando suas flores, como de costume. Resolveu que agradeceria a gentileza.
- Hey monge, bom dia! Ontem eu estava bastante zangado, acabei não lhe agradecendo o presente. Muito obrigado. Até logo!
- Não precisa agradecer, meu caro. Foi apenas um pedido de paz entre vizinhos. Não tenho nada contra o senhor e acredito que o senhor também não tenha nenhum problema em relação a minha pessoa. Aliás, ontem foi a primeira vez em que nos falamos e acho que o primeiro contato não foi dos melhores. – Respondeu o monge com uma breve gargalhada.
- Realmente, me desculpe! É que eu ando vendo tantos problemas, tanta gente desonesta. O mundo já não é mais o mesmo. Não tenho suportado. – Disse o Sr. Zangão.
- Pois é, meu amigo. E o que o senhor faz para mudar? – Perguntou o monge.
- Pago minhas contas em dia, procuro dar exemplo com minha honestidade, mas as pessoas não percebem isso, só querem saber de tirar proveito umas das outras. Nem parece que somos todos filhos do mesmo Deus. – Respondeu o Sr. Zangão.
- Realmente, o senhor tem razão. Mas acredito que não esteja agindo da melhor forma para mudar alguma coisa. Veja bem o que aconteceu ontem. Eu lhe fiz uma pergunta e você me respondeu com pedras e rancor. Alimentou uma guerra que não precisava acontecer. E com o que eu lhe retribuí? Com um sorriso e um ramo de lírios da paz. Não precisei atacá-lo em momento algum e hoje estou realmente feliz por vê-lo aqui em meu portão, com toda essa gentileza. – Disse o monge.
- Realmente, acho que não tenho feito o certo. O senhor me desarmou com simples flores. Eu estava cego de rancor e só ando atraindo mais rancor. – Disse o Sr. Zangão em tom melancólico.
- Não fique chateado, meu amigos. Todos estamos aqui para aprender a cada dia. Espero que o senhor tenha entendido. Não devemos combater fogo com fogo, pedras com pedras. Não é revidando ou atacando que ganhamos uma batalha. Aliás, não estamos no mundo para batalhar. Estamos aqui para proliferar amor, paz e amizade. Acredito que uma flor seja um instrumento muito mais eficiente do que uma pedra para tal. Sejamos felizes. Do que adianta cultivar tanto rancor? Paz no coração, meu amigo! E tenha um bom dia. – finalizou o monge.
"Se você quer ser feliz, cultive os bons sentimentos, desarme o rancor entregando o amor, combata a raiva mostrando a felicidade. Cuide do próximo como você gostaria de ser cuidado."
Sei que ando devendo aqui no blog. O tempo anda curto, a inspiração já não é grande e o comodismo começa a bater a minha porta (pausa para respirar, pavor)... Aliás, que me dei conta disso essa manhã, ouvindo um disco dos Mutantes que eu não ouvia há tempos...
Estava distraído, simplesmente contemplando o passar do tempo... Panis et Circenses era a música que fazia minha trilha sonora naquele momento. Batia os pés no chão marcando o tempo da música e sofejava a letra bem de leve enquanto aos poucos ia prestando mais atenção na mensagem dessa canção.
Caiu a ficha. Não sei porque, mas fiquei sem reação naquele momento, quando percebi que eu estava virando uma "pessoa da sala de jantar...".
Para quem não conhece a música, vou dar uma breve explicação da minha interpretação. Panis et Circenses é uma expressão vinda do latim "Política do pão e circo" e foi composta por Caetano e Gil no período Tropicalista, durante a Ditadura Militar. Na época foi uma crítica do que o governo fazia com a população, que pregava o entretenimento e a comida e as pessoas não podiam se manifestar publicamente, divulgar suas idéias, e acabavam por aceitar as limitações impostas pelos militares, calados, sem expressão, como simples marionetes.
Essa música foi composta há quase 50 anos, mas, preste bastante atenção e veja que, apesar da nova política liberalista, continuamos vivendo nesse mesmo circo.
"Eu quis cantar Minha canção iluminada de sol Soltei os panos sobre os mastros no ar Soltei os tigres e os leões nos quintais Mas as pessoas na sala de jantar São ocupadas em nascer e morrer
Mandei fazer De puro aço luminoso um punhal Para matar o meu amor e matei Às cinco horas na avenida central Mas as pessoas na sala de jantar São ocupadas em nascer e morrer
Mandei plantar Folhas de sonho no jardim do solar As folhas sabem procurar pelo sol E as raízes procurar, procurar
Mas as pessoas na sala de jantar Essas pessoas na sala de jantar São as pessoas da sala de jantar Mas as pessoas na sala de jantar São ocupadas em nascer e morrer" (Panis et Circenses)
Viva, sinta-se vivo! Grite, chore, ame, pule, sorria, de gargalhadas, sinta!! Não tenha vergonha de si próprio! Bem vindo a vida!
"Não há perigo Que vá nos parar Se o bom de viver é estar vivo Ter amor, ter abrigo Ter sonhos, ter motivos pra cantar... Armas no chão Flores nas mãos E o bom de viver é estar vivo Ter irmãos, ter amigos Vivendo em paz, prontos pra lutar... O soldado da paz não pode ser derrotado Ainda que a guerra pareça perdida Pois quanto mais se sacrifica a vida Mas a vida e o tempo são os seus aliados" (Herbert Viana)
Hoje pela manhã, ouvi essa música dos Paralamas do Sucesso chamada Soldado da Paz. Não me recordo em que época ela foi composta, só sei que não é velha, mas também nem tão nova, enfim, confesso não ser grande fã da banda, apesar de admirar a poesia do Herbert Viana e essa música de arranjo simples, em especial, me chamou a atenção, principalmente pela letra, um incentivo para nossa juventude que anda fraca de bons pensamentos, talvez pela falta de esperança. Tenho passado por momentos difíceis. Aliás, quem não passa por momentos difíceis? Mas posso dizer de cabeça erguida que consigo dormir sempre com a consciência limpa, tendo a certeza de que tenho feito o meu melhor e fazendo o possível para ajudar o meu próximo da maneira que eu puder, seja com algo concreto, com um pensamento ou com mesmo com um simples sorriso. Acredito que o que tem levado o mundo ao abismo é a falta de esperança. O povo se conformou com a situação. Ninguém ajuda ninguém (claro que existem excessões), cada um só pensa no seu próprio benefício. Além de tudo, o homem está destruindo a natureza, inclusive o seu habitatnatural, e já está sofrendo as conseqüências, como temos vistos todos os dias no noticiário. Precisamos abrir os olhos, meu povo! Vamos nos unir, vamos pregar o amor e a amizade, esquecendo os preconceitos, respeitando as individualidades, sem julgamento e com esperança, vamos ter fé e abrir mão do materialismo. O mundo ainda tem solução, basta dar-mos as mãos!
Semana passada o Ponderamentos Meus ganhou um selo da Lívia do blogCaminhando entre Panos (http://www.caminhandoentrepanos.blogspot.com/). Apesar desse tempo afastado, sem conseguir postar e acompanhar outros blogs, ser lembrando assim é uma grande felicidade! Isso até da um incentivo para aos poucos conseguir retomar as atividades normais aqui.
"Vencer a si mesmo Vencer os outros não chega a ser uma grande vitória. Vitorioso é aquele que consegue vencer a si próprio, equilibrando impulsos, combatendo seus vícios e controlando suas paixões. A vitória sobre nós mesmos é árdua, extremamente difícil. Ela requer mais coragem, mais disciplina e mais decisão. Mas, se você não conseguir na primeira vez, tente de novo. O simples fato de tentar já será sua primeira vitória. Cada dia pode ser um grito de vitória, se a harmonia inundar o coração. Vença!"
Luz alta que de flores fizeste A mais bela das canções De brilho perolado, forte... Singela e de simplicidade complexa
Tocais como pétalas de rosas O coração daquele que mal respirava Que agora sente o ar da paixão Do aroma da dama-da-noite todas as noites
Que à luz das estrelas vem deleitar Pelos caminhos claros já não ocultos Do olhar do cavalheiro que se pôs a chorar Toda manhã. quando a dama-da-noite parte E as pétalas de rosa secam na campina Ardendo pela paixão daquele que não queria mais amar
Violão na mão e toka na cabeça Ele toka A canção soa Toka no coração Alegria e emoção Sentimentos que tokam Almas tokadas Almas felizes A verdade sorri A irmãdade chora Na lembrança daquele Que hoje não toka seu violão Mas continua tokando nossos corações A canção toka novamente Amizade, alegria, respeito Sempre juntos Expontaneo assim... Almas tokadas que sempre tokarão
Dedicado em memória ao amigo Rodrigo "Toka" Lacerda, que deixou este mundo para "tokar" e alegrar outras belas almas lá no céu...
Triste, realmente triste, mas Deus levou nosso amigo para fazer graça no céu... A ficha ainda não caiu. Ainda não nos conformamos com o que te aconteceu, meu amigo... Como assim? O Toka...? Pois é... Encarar a realidade as vezes é difícil... Mas para o Toka não era... Ele encarava a vida de maneira espontânea, com alegria, e, mesmo nos momentos difíceis o bom humor e seu jeito único de ser estavam presentes! Ele vivia!! Não era perfeito, como qualquer outro ser humano, mas se tem uma coisa que ele sabia fazer, é viver!!
A dor que sentimos uma hora vai passar... A saudade, teremos que aprender a conviver com ela, e o que realmente fica são as belas lembranças dos bons momentos que passamos juntos, das tantas risadas, das aventuras malucas, das viagens sem grana, das baladas miadas, dos sonhos, do futuro... Peraí: "futuro ou não?", como o próprio dizia! Sonhar sim, mas temos que viver o presente, pois não sabemos se amanhã estaremos de pé... Viver intensamente cada segundo, a sua maneira, no seu rítimo, deixar que a vida nos conduza para o que ela achar que é melhor para nós.
Toka, hoje, nós amigos Twogueders, choramos por você! Mas pode ter certeza de que amanhã estaremos rindo das velhas histórias, assim como você sempre fez e nos ensinou. Triste ter que abrir os olhos com uma tragédia como esta... Mas, orgulhoso de ter participado dessa sua tão breve, porém grandiosa vida!
Salve Rodrigo "Toka" Lacerda! Always Twogueder, living twogueder... Always!
Na falta da fala Na fala que cala Quando digo sim Quando digo não Ao som do ouvido Ao ouvido surdo Onde tudo é tudo E tudo é nada No nada que vaga Na vaga da escada Em degraus que sobem Degraus que descem Coerência plena Completa confusão
Um espaço aberto O estreito corredor O largo diáfano O covil da escuridão O clarão
Formado em Comunicação Social (Hab. em Publicidade & Propaganda) e Gestão Empresarial,
sonho em um dia poder fazer algo para ajudar pessoas.
Não me considero um escritor e nem tão pouco um poeta. Apenas utilizo o "espaço virtual" para compartilhar um pouco das minhas idéias, dos meus ideais e faço disso meu hobby, minha válvula de escape e uma maneira de me comunicar com o mundo tentando transmitir boas mensagens.
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Broto de Feijão
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